terça-feira, 27 de março de 2012

SES promove rodas de conversa entre mulheres que vivem com HIV

Nesta segunda-feira (26), a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência de DST/Aids e Hepatites Virais, realizou, no auditório do Cefor-PB, em João Pessoa, uma roda de conversa com mulheres que vivem com o vírus HIV. O evento fez parte das ações alusivas ao Dia Internacional da Mulher.


A mesma atividade foi realizada na semana passada com as profissionais do sexo. “A proposta é fortalecer esses grupos de mulheres e, a partir desses diálogos, construir ações que possam beneficiá-las em todo o Estado”, disse a gerente de DST/Aids e Hepatites Virais, Ivoneide Lucena.


Uma das participantes foi a representante estadual da ONG Cidadãs Positivas da Paraíba, Regina Bezerra, que convive com Aids há nove anos e conhece bem as necessidades das mulheres com o vírus. Qualificações, treinamentos, moradia e a habilitação de uma casa de apoio são algumas delas.


No encontro, elas foram informadas de que a SES já está se articulando com outros órgãos estaduais, a exemplo da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (Semdh) e a Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap), para a realização de parcerias na busca de soluções para a moradia dessa população, além de outras necessidades. “Nos próximos meses, apresentaremos, na Comisssão Intergestora Bipartite, uma Casa de Apoio em João Pessoa, semelhante a que existe em Campina Grande”, disse Ivoneide.


Segundo Regina, as parcerias com o Estado e os municípios proporcionam vários benefícios. “Um deles é a participação em eventos regionais e nacionais, o que é muito importante para ajudar tanto as mulheres quanto os homens que vivem com o HIV”, disse Regina Bezerra.


Ainda dentro das comemorações pelo Dia da Mulher, nos dias 2 e 3 de abril, a SES e a Semdh promoverão o Seminário Estadual de Mortalidade Materna, no Hotel Caiçara, das 8h às 17h.


Secom-PB
Post. Ivanildo Santos

segunda-feira, 19 de março de 2012

INVESTIMENTO: Saúde da Família ganha mais de 800 profissionais; Paraíba é contemplada

Ao todo, 107 municípios de 19 estados foram beneficiados com recursos financeiros do governo federal destinados ao custeio de novas equipes e estruturas de assistência básica à população

Para ampliar o acesso da população à atenção básica no SUS, o Ministério da Saúde publicou, nesta sexta-feira (16), portarias que autorizam municípios a contratarem profissionais para a estratégia Saúde da Família. As autorizações preveem 730 novos Agentes Comunitários de Saúde e o credenciamento de 76 Equipes de Saúde da Família e 58 Equipes de Saúde Bucal. Além disso, 31 secretarias municipais de saúde poderão implementar Núcleos de Apoio ao Saúde da Família (NASFs). Ao todo, 107 municípios de 19 estados foram beneficiados com recursos financeiros do governo federal destinados ao custeio das novas equipes e estruturas de assistência básica à população. 
Os estados contemplados foram Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins. Os valores repassados aos municípios integram o chamado Piso da Atenção Básica (PAB) Variável. O incentivo anual por Equipe de Saúde da Família varia de R$ 80,4 mil a R$ 120,6 mil e por Equipe de Saúde Bucal, de R$ 25,2 mil a R$ 33,6 mil – dependendo da modalidade de equipe que o município adotar. Já o incentivo financeiro federal destinado a cada Agente Comunitário de Saúde é de R$ R$ 11,3 mil.Estes recursos podem ser superiores caso os gestores locais do SUS participem da estratégia Saúde Mais Perto de Você/Controle e Qualidade, que prevê o repasse de maior incentivo financeiro federal mediante o cumprimento de metas de qualidade na assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde.
NASFs – Por meio da Portaria 455,O Ministério da Saúde também credenciou novos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) em 12 estados. Serão implementados seis NASFs Tipo I – onde os profissionais devem cumprir, no mínimo, 200 horas semanais de trabalho – e 25 NASFs Tipo II, onde os profissionais devem acumular 120 horas semanais mínimas.
Os municípios que aderirem ao NASF Tipo I recebem, do Ministério da Saúde, R$ 20 mil para a implantação do núcleo e mais R$ 240 mil anuais  para o custeio das equipes. A modalidade Tipo II conta com R$ 6 mil para implementação do NASF e mais R$ 72 mil anuais de custeio. Os recursos são repassados do Fundo Nacional de Saúde para os fundos municipais de saúde.
Os NASF são constituídos por equipes multiprofissionais que trabalham afinadas e vinculadas às Equipes de Saúde da Famílias. Nos núcleos, os profissionais desenvolvem atividades como consultas, discussões de casos e ações de educação permanente em saúde com a população.
SAÚDE DA FAMÍLIA – O Programa Saúde da Família é a principal estratégia do Ministério da Saúde para reorientar o modelo de assistência à saúde da população a partir da atenção primária, que é a principal e mais próxima porta de entrada do SUS, capaz de resolver até 80% dos problemas de saúde das pessoas.
Atualmente, o país conta com 32.498 equipes de Saúde da Família atuando em 5.288 municípios, o que representa um percentual de 95% dos municípios brasileiros com cobertura pelo Saúde da Família. A execução da estratégia é compartilhada pelos estados, Distrito Federal e municípios e coordenada pelo Ministério da Saúde.

Da Agência Saude/Ascom/MS
Post: Ivanildo Santos

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ALÍVIO: SES não registra caso de raiva animal este ano na Paraíba

Diferente de outros estados, a Paraíba não registrou nenhum caso de raiva animal este ano na Paraíba. De acordo com o chefe do Núcleo de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Francisco de Assis Azevedo, isso se deve às ações e medidas de controle da doença que o Governo do Estado realiza diariamente. Até o momento, a SES encaminhou 54 amostras – 48 de cães e seis de gatos – para o diagnóstico da raiva, com resultado negativo.


Além das ações locais, o Governo do Estado também participa de campanhas nacionais de vacinação em massa e está sempre atento a qualquer aparecimento de foco da doença. “Caso seja detectado algum caso, automaticamente nós tomamos todas as medidas de contenção e isolamento para evitar que o problema acometa outros animais”, garantiu Assis Azevedo.


Imagem ilustrativa da web
Para a gerente Executiva de Vigilância em Saúde da SES, Júlia Vaz, o fato da Paraíba não ter registrado nenhum caso de raiva animal este ano coloca o Estado em situação privilegiada em relação a outros que são considerados mais desenvolvidos. “É assim que fazemos saúde pública, é com resultados que mostramos o trabalho que realizamos”, destacou.


A doença – A raiva é uma doença infecciosa aguda, de etiologia viral, transmitida ao homem por meio da mordedura, arranhadura, lambedura de mucosas ou pele lesionada por animais raivosos, provocando uma encefalite viral aguda. A transmissão ocorre quando o vírus rábico existente na saliva do animal infectado penetra no organismo.


A doença acomete o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução. É letal em aproximadamente 100% dos casos por ser causada por um vírus mortal tanto para o homem quanto para os animais, e a única forma de evitá-la é pela vacinação anual, que não tem contraindicação.


A raiva apresenta quatro ciclos de transmissão: no ciclo rural, os bovinos, ovinos, caprinos, suínos e equídeos são os principais elementos transmissores da raiva; no ciclo silvestre, as raposas, guaxinins, macacos e roedores têm maior destaque na transmissão da doença; no ciclo aéreo, os morcegos representam o maior perigo; e no ciclo urbano, os principais elementos responsáveis pela manutenção do vírus rábico são os cães e gatos.


Da Secom-GPBOnline
Post: Ivanildo santos

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

INICIATIVA 2012: Saúde Pública é tema da Campanha da Fraternidade

Ministro Alexandre Padilha prestigiou o lançamento do evento promovido Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quarta-feira (22), da cerimônia de abertura da Campanha da Fraternidade de 2012, lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste ano, a campnha tem como tema a “Fraternidade e Saúde Pública “e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”.

Padilha destacou a escolha do tema pela Igreja Católica, ressaltando que a reflexão do assunto durante a quaresma vai provocar o debate entre a sociedade.  “O SUS só é capaz de tomar passos concretos, que enfrente as desigualdades sociais do nosso país, quando o conjunto da sociedade brasileira abraça a ideia de uma saúde com acesso a todos”, ressaltou.

Durante o evento, o ministro citou os avanços na área da saúde pública, lembrando que o Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que assumiu o desafio de ter um sistema universal público e gratuito. “O SUS é hoje a única porta aberta na urgência e emergência para 145 milhões de brasileiros, sendo que uma população bem maior é beneficiada com ações de vigilância sanitária”, ressaltou, destacando como exemplo as campanhas de vacinação, promovidas pelo Ministério da Saúde.

CAMPANHA - O texto da campanha da fraternidade enumera alguns desafios a serem enfrentados pelo sistema, especialmente com relação ao acesso – com a melhoria no atendimento – e o financiamento da saúde.  “São significativos as conquistas verificadas nas últimas décadas na área da saúde pública, como a redução da mortalidade infantil, a erradicação de doenças infecto-parasitárias e o tratamento da aids, que conta com um sistema elogiado internacionalmente”, observou o secretário Geral da CNBB, bispo Leonardo Ulrich Steiner. Ele explicou que, com a campanha da fraternidade a Igreja quer sensibilizar a todos (sociedade e autoridades) sobre os problemas que o setor ainda enfrenta.

Por Mauren Rojahn, da Agência Saúde – ASCOM/MS 
Post: Ivanildo Santos

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

2ª Gerência Regional de Saúde incentiva Municípios a aderir à Semana Saúde na Escola

Movimento de adesão teve início no último dia 20 de janeiro e estende-se até 24 de fevereiro.
Os municípios que aderirem e cumprirem as metas estabelecidas recebem incentivos financeiros extras.


Divulgação
Desde a última sexta-feira (20), que o Sistema de Monitoramento do Programa Saúde na Escola PSE/SIMEC está aberto aos municípios para que possam aderir a Semana Saúde na Escola. O prazo de adesão estende-se até o dia 24 de fevereiro.

A 2ª Gerência Regional de Saúde da Paraíba, através do gerente Cleonaldo Freire e equipe -, vem incentivando, de forma relevante, os seus vinte cinco municípios regionais a aderirem a tão importante campanha.

Ao aderir à campanha o município indica as equipes de saúde da família e as escolas que se comprometerão a planejar e executar ações já pactuadas pelos Grupos de Trabalho Intersetorial – Municipal (GTI-M), no Termo de Compromisso do Programa para 2012.

Das atividades propostas para Semana, duas serão obrigatórias: avaliação antropométrica dos educandos e agendamento de visitas guiada das famílias às Unidades Básicas de Saúde (UBS). Além dessas atividades, os gestores da saúde e da educação poderão optar por mais um conjunto de atividades (de duas a quatro) que envolvam os temas de promoção da alimentação e modos de vida saudáveis; saúde sexual e reprodutiva; álcool e outras drogas; diversidade sexual; bullying; homofobia, discriminação e preconceito no cotidiano da escola.

Os municípios que aderirem e cumprirem as metas estabelecidas recebem incentivos financeiros extras. O valor do incentivo repassado irá variar de acordo com o número de equipes de saúde que aderirem e informarem suas ações no SIMEC. O valor desse incentivo é de 1/12 da parcela anual destinado a cada equipe de saúde da família. O recurso será repassado por equipe parceira e cabe ao GTI-M sua gestão, visando à continuidade do desenvolvimento das ações com os enfoques da campanha ao longo do ano letivo.

2GRS/SES/MS
Por: Ivanildo Santos

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

PROFISSIONAL DE SAÚDE: Mais de 3 mil vagas abertas na Atenção Básica

Prorrogadas as inscrições de médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas no Provab. Secretarias de Saúde e instituições de ensino ainda podem aderir

Divulgação
Médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas de todo país estão sendo convocados a participar do Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab) que oferece 3,7 mil vagasde trabalho. O Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação e gestores municipais oferecem uma oportunidade de emprego que ainda pode ser parâmetro para a residência médica, caso seja interesse do profissional. Os médicos que tiverem uma boa avaliação de desempenho receberão pontuação adicional de 10% na nota nos exames de residência médica que porventura vierem a prestar. Além disso, os profissionais vão reforçar os recursos humanos da atenção básica em municípios com carência.

O período de inscrição no Provab foi prorrogado até o próximo dia 12. Estão sendo oferecidas 2 mil vagas para médicos, mil para enfermeiros e 700 para cirurgiões-dentistas.

“O Provab é mais um dos programas do Ministério da Saúde que visa ampliar a assistência principalmente aos usuários do SUS que ainda têm dificuldades para acessar serviços e profissionais de saúde. Além disso, o programa oferece aos profissionais participantes a oportunidade de conhecer diferentes realidades e de exercer a profissão onde a população mais necessita, fortalecendo a dimensão de relevância social de sua atuação.”, analisa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

INSCRIÇÕES – O processo seletivo está dividido em duas fases: a fase de habilitação e a fase de seleção. A fase de habilitação vai até dia 12 de fevereiro, e as inscrições devem ser efetuadas via internet (Clique aqui). Poderão se inscrever médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas que tenham concluído a graduação, e que tenham registro profissional junto ao respectivo conselho de classe no início das atividades profissionais. Os candidatos deverão indicar, em ordem de preferência, as seis localidades em que desejam atuar.

Ao preencher o formulário eletrônico, o candidato deverá anexar arquivo contendo cópia do diploma de graduação ou certificado de conclusão de curso e cópia de documento de identificação com foto, conforme determina o edital que traz a descrição detalhada do processo. Candidatos que encontrarem dificuldades técnicas para realizar a inscrição podem tirar suas dúvidas pelo endereço nti.dab@saude.gov.br

Terão preferência os candidatos que tiverem se graduado em instituição de ensino superior que for entidade supervisora do município da vaga pretendida, tiverem nascido ou atuarem no mesmo estado da vaga pretendida e tiver maior idade. Também será considerada a ordem de inscrição.

Municípios também devem aderir ao programa

Os médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas vão atuar em municípios com carência de profissionais e que tenham aderido ao Provab. Podem participar os municípios listados na Portaria Conjunta n° 2 (2011), definidos pelo Ministério da Saúde segundo o percentual da população em extrema pobreza e da população residente na área rural.

Os municípios selecionados foram agrupados de acordo com os seguintes perfis: população rural e pobreza intermediária ou elevada; populações quilombola, indígena e assentamentos rurais; capital ou região metropolitana; população maior que 100 mil habitantes.

Até o momento, 554 municípios aderiram ao programa, sendo que o estado com a maior quantidade de adesões foi Minas Gerais (81), seguido pelo Ceará (70) e por São Paulo (48). “É muito importante que os municípios participem desta ação, pois ela vai causar um impacto positivo significativo na assistência à população nesses locais. Esses são municípios que precisam aumentar o número de profissionais atuantes para conseguir fornecer um serviço integral e de qualidade” explica o ministro da Saúde, Alexandra Padilha.

A adesão de municípios e de instituições supervisoras (universidades) ainda está aberta, e pode ser realizada até o dia 7 fevereiro, por meio desta página.

O PROGRAMA

Nesta primeira edição do Provab será firmado contrato de um ano com os profissionais que se inscreverem e forem convocados. Ao final desse período, os médicos que tiverem uma boa avaliação de desempenho receberão pontuação adicional de 10% na nota nos exames de residência médica que porventura vierem a prestar.

Durante toda a atuação nas unidades de saúde, os profissionais serão tutoriados pelas instituições de ensino superior participantes, que darão suporte presencial e à distância por meio do programa Telessaúde, coordenado pelo Ministério da Saúde para a oferta da chamada “segunda opinião formativa” na assistência aos pacientes do SUS.

RESPONSABILIDADES

O governo federal financiará a operação dos Núcleos de Telessaúde das unidades onde estarão atuando os profissionais, bem como as atividades dos tutores, além de cursos de especialização em Saúde da Família. A contratação dos profissionais será feita pelas secretarias municipais de saúde, com as quais será estabelecido o vínculo empregatício, de acordo com os procedimentos de seleção e admissão adotados pelos respectivos municípios. Também caberá às secretarias municipais o pagamento dos salários, e o custeio de moradias quando houver necessidade.

Da Agência Saúde/PS/MS
Post: Ivanildo Santos

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

PREVENÇÃO: Saúde oferece duas novas vacinas para crianças

A partir do segundo semestre, serão introduzidas as vacinas pentavalente e a pólio inativada. A campanha nacional contra pólio, com as gotinhas, será mantida

Divulgação/Web
O Brasil está se preparando para a erradicação mundial da pólio. Neste ano, o país amplia o Calendário Básico de Vacinação da Criança com a introdução da vacina injetável contra pólio, feita com vírus inativado. A nova vacina será utilizada no calendário de rotina, em paralelo com a campanha nacional de imunização, essa realizada com as duas gotinhas da vacina oral. A injetável, no entanto, só será aplicada para as crianças que estão iniciando o calendário de vacinação.

Outra novidade para 2012 será a vacina pentavalente, que reúne em uma só dose a proteção contra cinco doenças (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B).  Atualmente, a imunização para estas doenças é oferecida em duas vacinas separadas.

“Com a inclusão da pentavalente no calendário vacinal vamos reduzir uma picada nas crianças, diminuindo as idas aos postos de saúde”, explicou o ministro Alexandre Padilha. Ele reforçou ainda a participação dos laboratórios públicos na produção de vacinas no país. “O Ministério da Saúde tem como política fortalecer a capacidade nacional de inovação tecnológica de produção, não só em parceria com laboratórios públicos e com setor privado, mas também de atração de parceiros internacionais”, afirmou o ministro.

A introdução da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), com vírus inativado, vem ocorrendo em países que já eliminaram a doença. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), no entanto, recomenda que os países das Américas continuem utilizando a vacina oral, com vírus atenuado, até a erradicação mundial da poliomielite, o que garante uma proteção de grupo. O vírus ainda circula em 25 países. O Brasil utilizará um esquema sequencial, com as duas vacinas, aproveitando as vantagens de cada uma, mantendo, assim, o país livre da poliomielite. A VIP será aplicada aos dois e aos quatro meses de idade e a vacina oral será utilizada nos reforços, aos seis e aos 15 meses de idade.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, explicou que o Ministério da Saúde está trabalhando para ampliar o número de vacinas combinadas, que reúne a proteção a mais de uma doença em uma mesma apresentação. “Com isso, temos o beneficio de melhorar a administração da vacina em crianças com dois ou três anos”, diz.

AGENDA – A VIP será introduzida no calendário básico a partir do segundo semestre desse ano. As campanhasanuais contra poliomielite também serão modificadas a partir de 2012. Na primeira etapa - a ser realizada em 16 de junho - tudo continua como antes: todas as crianças menores de cinco anos receberão uma dose de VOP, independente de terem sido vacinadas anteriormente. Na segunda etapa - que ocorrerá em agosto -  todas as crianças menores de cinco anos devem comparecer aos postos de saúde, levando o Cartão de Vacinação. A caderneta será avaliada para a atualização das vacinas que estiverem em atraso. Essa segunda etapa será chamada de Campanha Nacional de Multivacinação, possibilitando que o país aumente as coberturas vacinais, atingindo as crianças de forma homogênea, em todos os municípios brasileiros.

Esquema sequencial da vacinação contra poliomielite


Pentavalente: A inclusão da vacina pentavalente no calendário da criança também será feita a partir do segundo semestre de 2012. A pentavalente combina a atual vacina tretavalente (difteria, tétano, coqueluche, haemophilus influenza tipo b) com a vacina contra a hepatite B. Ela será produzida em parceria com os laboratórios Fiocruz/Bio-Manguinhos e Instituto Butantan. As crianças serão vacinadas aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade.

Com o novo esquema, além da pentavalente, a criança manterá os dois reforços com a vacina DTP (difteria, tétano, coqueluche). O primeiro a partir dos 12 meses e, o segundo reforço, entre 4 e 6 anos. Além disso, os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose da vacina hepatibe B nas primeiras 12 horas de vida para prevenir a transmissão vertical.

Heptavalente - No prazo de quatro anos, o Ministério da Saúde deverá transformar a pentavalente em heptavalente, com a inclusão das vacinas inativada poliomielite e meningite C conjugada. “As vacinas combinadas possuem vários benefícios, entre eles o fato de reunir, em apenas uma injeção, vários componentes imunobiológicos. Além disso, os pais ou responsáveis precisarão ir menos aos postos de vacinação, o que poderá resultar em uma maior cobertura vacinal”, observa o ministro Alexandre Padilha.

A vacina heptavalente será desenvolvida em parceria com laboratórios Fiocruz/Bio-manguinhos, Instituto Butantan e Fundação Ezequiel Dias. A tecnologia envolvida é resultado de um acordo de transferência entre o Ministério da Saúde, por meio da Fiocruz, e o laboratório Sanofi.

Investimento - Com a implantação da pentavalente haverá uma economia de R$ 700 mil ao ano, devido à redução no preço da vacina, além da diminuição do custo de operacionalização (transporte, armazenamento, seringas e agulhas).  No decorrer desse ano, o Ministério da Saúde irá adquirir oito milhões e oitocentas mil doses da pentavalente, a um custo de R$ 91 milhões. Também serão adquiridas outras oito milhões de doses da Vacina Inativada Poliomielite, ao custo de R$ 40 milhões. Para a manutenção de estoque estratégico, já foram compradas, em dezembro do ano passado, três milhões de doses da VIP, por R$ 15 milhões.  

Da Agência Saúde/PS/MS
Post: Ivanildo Santos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

MOBILIZAÇÃO: SES e municípios fazem programação especial no Dia de Combate à Hanseníase

A Paraíba é pioneira em ações e políticas públicas de saúde voltadas para a reinserção social de pessoas atingidas pela doença

Imagem: Divulgação
Na Paraíba, 648 pessoas contraíram hanseníase em 2011, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Desse total, 235 (36,26%) são pessoas com idade entre 20 e 39 anos. Nos próximos dias 24 e 29 de janeiro são comemorados o Dia Mundial do Hanseniano e Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase, respectivamente. Para marcar a data, a SES lembra a importância do cuidado dessas pessoas durante uma semana de programações especiais coordenadas pela Gerência Operacional de Vigilância Epidemiológica.

De acordo com a gerência, 82% dos casos novos foram avaliados quanto ao grau de incapacidade, enquanto 9,9% deles apresentaram grau 2 de incapacidade (ou seja, diagnóstico tardio da hanseníase). O tratamento e o acompanhamento da doença podem ser feitos nos sete Grupos de Autocuidado do Estado e por qualquer uma das 1.231 equipes de Saúde da Família espalhadas, além do hospital de referência, o Clementino Fraga.

O tratamento da doença pode durar seis meses ou um ano, dependendo da quantidade de bacilos no paciente contaminado. Os três medicamentos utilizados no tratamento são oferecidos gratuitamente pelo Estado, por meio do Centro Especializado de Dispensação de Medicamentos Excepcional (Cedmex): rifampicina, dapsona e clofasimina.

“Quando o paciente é paucibacilar, ou seja, tem poucos bacilos, o tratamento dura seis meses e os remédios empregados são apenas dois: rifampicina e dapsona. Quando o paciente é multibacilar, com muitos bacilos, o tratamento dura um ano e são utilizados os três medicamentos”, disse a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas, Mauricélia Maria de Melo Holmes.

Os casos que necessitam internamento ou tratamento multiprofissional (como acontece com os pacientes atendidos por fisioterapeutas porque tiveram parte de seus movimentos limitados pela doença), são encaminhados para o Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa.

Programação

Complexo Hospitalar Clementino Fraga

De 23 a 27 – serão feitos exames de comunicantes intradomiciliares (pessoas que convivem com hansenianos) dos casos novos de 2011, em tratamento no CHCF

Dia 25, às 8h30 – Apresentação do filme: “A vida não para: reconhecendo e curando a hanseníase”, seguida de roda de conversa para retirada de dúvidas e troca de experiências sobre o tema

Dia 26, às 8h – Missa e café da manhã seguida de exame de comunicantes

Secretaria Municipal de João Pessoa

De 23 a 27 – Exame dos comunicantes intradomiciliares dos casos novos diagnosticados nas unidades de saúde do município

Dia 27, de 8h às 12h – “Pit-Stop Hanseníase” no Parque Solón de Lucena com panfletagem e orientações à população sobre sinais e sintomas da hanseníase e locais de tratamento

Secretaria Municipal de Cabedelo

De 23 a 31 – Palestra nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Exame dos comunicantes intradomiciliares dos casos novos diagnosticados nas unidades de saúde do município

Dia 31 – Campanha “Hanseníase no Trem” com panfletagem e orientações à população sobre sinais e sintomas da doença e locais de tratamento

Secretaria Municipal de Saúde do Conde

De 23 a 27 – Palestras nas UBS e Exame dos comunicantes intradomiciliares dos casos novos diagnosticados nas unidades de saúde do município. Também haverá panfletagem e orientações à população sobre sinais e sintomas da doença e locais de tratamento

Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande

De 23 a 27 – Exame dos comunicantes intradomiciliares dos casos novos diagnosticados nas unidades de saúde do município

Secretaria Municipal de Saúde de Cajazeiras

De 23 a 27 – Exame dos comunicantes intradomiciliares dos casos novos diagnosticados nas unidades de saúde do município panfletagem com orientações à população sobre sinais e sintomas da doença e locais de tratamento

Outras atividades – A SES está disponibilizando panfletos, cartazes e estimulando a busca ativa de sintomáticos dermatológicos e a vigilância dos contatos entre as pessoas que têm a doença e seus familiares. Também estão sendo articuladas atividades em outros municípios.

Serão realizadas reuniões com as gerências da SES, articulação com as referências – como Hospital Clementino Fraga, Hospital Universitário Lauro Wanderley e Policlínica de Cajazeiras, por exemplo – articulando parcerias e montando esquema de atendimentos durante a semana.

Pioneirismo – A Paraíba é pioneira em ações e políticas públicas de saúde voltadas para a reinserção social de pessoas atingidas pela doença. O Estado conta hoje com grupos de autoajuda em vários municípios, onde, além de receber informações sobre a doença, são estimuladas a desenvolver e participar de atividades econômicas que possam gerar renda. “Não devemos apenas tratar a doença, temos que recolocar essas pessoas no mercado de trabalho”, disse a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado da Saúde, Mauricélia Holmes.

A doença – A hanseníase, conhecida oficialmente por este nome desde 1976, é uma das doenças mais antigas na história da medicina. É causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae: um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas também pode afetar outros órgãos, como o fígado, os testículos e os olhos. Não é, portanto, hereditária.

O diagnóstico consiste, principalmente, na avaliação clínica: aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos dos braços, pernas e olhos. Exames laboratoriais, como biópsia, podem ser necessários. É uma doença que pode contaminar outras pessoas pelas vias respiratórias, caso o portador não esteja sendo tratado. Entretanto, segundo a Organização Mundial de Saúde, a maioria das pessoas é resistente ao bacilo e não a desenvolve.

Aproximadamente 95% dos parasitas são eliminados na primeira dose do tratamento, já sendo incapaz de transmiti-los a outras pessoas. Este dura até aproximadamente um ano e o paciente pode ser completamente curado, desde que siga corretamente os cuidados necessários. Assim, buscar auxílio médico é a melhor forma de evitar a evolução da doença e a contaminação de outras pessoas.

Sintomas – Com o período de incubação que varia entre três e cinco anos, a primeira manifestação consiste no aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações podem ser outros sintomas.

Com o avanço da doença, o número de manchas ou o tamanho das já existentes aumenta e os nervos ficam comprometidos, podendo causar deformações em regiões, como nariz e dedos, e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos. Além disso, pode permitir que determinados acidentes ocorram em razão da falta de sensibilidade nessas regiões.

Do Governo da PB Online/Secom-PB
Post: Ivanildo Santos

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

REDE CEGONHA: Saúde garante auxílio deslocamento para gestantes

Para receber o benefício de R$ 50, a gestante deve fazer a solicitação até a 16ª semana e realizar, pelos menos, duas consultas. Pagamento será feito pela Caixa

O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira (12), a Portaria regulamentando o auxílio para apoio às gestantes nos deslocamentos para as consultas de pré-natal e para o local em que será realizado o parto, estabelecido pela Medida Provisória 577, lançada pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, no final do ano passado. O benefício de até R$ 50 faz parte da Rede Cegonha e tem o objetivo de incentivar que as futuras mães a realizem o pré-natal completo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a realização de, no mínimo, seis consultas.  A adesão ao benefício é voluntária, o nome não é divulgado e todas as informações sobre assistência serão mantidas em sigilo.

O benefício será pago em até 2 (duas) parcelas. Para a gestante que quiser receber o valor integral, deve fazer o requerimento até a 16ª semana de gestação e realizar uma consulta. A partir daí, recebe R$ 25,00 no mês seguinte ao pedido. A segunda parcela será paga após a 30ª semana, sendo necessária pelo menos mais uma consulta. As que solicitarem o benefício após a 16ª semana de gestação só terão direito a uma parcela de R$ 25,00.

Para a coordenadora nacional da saúde da mulher, Esther Vilela, a  dificuldade no deslocamento é um dos principais fatores para que as mulheres não iniciem o pré-natal no momento correto. Além disso, o transporte interfere na continuidade do pré-natal, ou seja, façam a primeira consulta e retornem às unidades. “Essa interrupção ou demora ao iniciar o acompanhamento no parto contribui para o aumento do risco de complicações no parto e até à mortalidade materna”, enfatiza a coordenadora.

As gestantes que optarem por receber o auxílio deverão ser cadastradas pelos serviços de saúde no Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para prevenção da Mortalidade Materna e também preencher formulário requerendo o auxílio.

O benefício será pago diretamente às gestantes ou a seus responsáveis legais pela Caixa Econômica Federal, por meio de cartão magnético, crédito em conta bancária ou qualquer outro meio que venha a ser disponibilizado, conforme a indicação no formulário. Para quem é beneficiária do Bolsa Família, o pagamento do benefício ocorrerá de forma integrada àquele programa. O benefício também poderá ser pago após o período de gestação em situações excepcionais, quando ocorrerem problemas nos sistemas de informação ou relativos ao endereço das beneficiárias.

O Ministério da Saúde disponibilizará a relação anual dos benefícios concedidos no Portal da Transparência contendo o nome do município da beneficiária, o número de registro de cada benefício pago e da respectiva ordem de pagamento. Isso acontecerá somente após o parto. “Apesar de receberem recursos financeiros do Governo Federal, os nomes das gestantes e as informações pessoais das mulheres serão preservados”, ressalta Esther Vilela.

Para instituir o benefício, os municípios deverão aderir à estratégia Rede Cegonha e implantar o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna. Esse instrumento permitirá ao Ministério identificar as gestantes de risco e monitorá-las através de um Comitê vinculado ao Diretor Técnico da Unidade de Saúde, ligadas às unidades de saúde públicas ou privadas. A partir dos dados obtidos pelos comitês, o Ministério da Saúde também fará um levantamento das situações de mortalidade materna nacional, para que possam ser realizadas ações de prevenção. Todas as informações sobre o atendimento das gestantes é mantido em sigilo.

“Com estas informações, teremos mais efetividade na promoção de políticas públicas voltadas para a redução da mortalidade materna e na busca de um parto humanizado e seguro. São compromissos assumidos pelo Brasil desde o Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal”, explica a coordenadora.

Do Portal Saúde/AS/MS
Por Ivanildo Santos



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO: Gerência de Saúde da 2ª Regional realiza oficina de Capacitação em Suplemento de Vitamina ‘A’ e Ferro


Em consonância com a Política Nacional de Alimentação e Nutrição – PNAN, a 2ª Gerência Regional de Saúde do Estado da Paraíba realizou na manhã de terça-feira (10) uma oficina de Capacitação em Suplemento de Vitamina A e Ferro. Representantes dos vinte e cinco municípios participaram do evento que ocorreu no auditório da sede regional em Guarabira.

Com o apoio do gerente Cleonaldo Freire, a apoiadora em saúde, Graça Costa, que coordena o Núcleo do PNAN na 2GRS foi quem ministrou a oficina.

Entre os assuntos abordados, foram postos em pauta discussões acerca de o Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A; O Programa Nacional de Suplementação de Ferro; Os dez passos da alimentação saudável para crianças brasileiras menores de 2 anos;  Conhecendo a CGAN – Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição; Discussão sobre as consequências negativas de o município possivelmente informar de forma equivocada o quantitativo de dosagens mensais de Vitamina A e Ferro.


Logo após, os participantes foram convidados a degustar um apetitoso e nutritivo Coffee break.

A importância da Vitamina A e do Ferro na saúde do ser humano:

Vitamina A - Reduz em 23% a mortalidade infantil e em 40% a mortalidade materna; Reduz a gravidade das infecções, como a infecção respiratória aguda e diarréia; Mantém a saúde da visão e dos olhos; É fundamental para o crescimento saudável das crianças.

A deficiência de vitamina A é considerada como uma das mais importantes deficiências nutricionais do mundo subdesenvolvido (FAO/VHO, 1992; Vick-Newman, 1993; WHO, 1995).

Ferro - Reduz o nascimento de bebês prematuros e com baixo peso; Reduz o risco de morte materna no parto e no pós-parto imediato; Melhora a capacidade de aprendizagem da criança;  Melhora a resistência às infecções;  É fundamental para o crescimento saudável.

O Ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do Oxigênio para todas as células do corpo.


Veja mais imagens da Capacitação:























Ivanildo Santos/Apcom/2GRS 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

IMUNIZAÇÃO: Saúde amplia faixa etária para vacinação de Hepatite B

A partir deste ano, pessoas com até 29 anos poderão se vacinar contra essa doença que em 70% dos casos não apresentam os sintomas, mas pode se tornar crônica


Imagem divulgação da web
O Ministério da Saúde amplia a partir desse ano a faixa etária para vacinação contra a hepatite B. No ano passado, a idade limite para vacinação passou de 19 para 24 anos. Em 2012, o público-alvo será ampliado para pessoas de até 29 anos. A medida vale a partir deste mês. Para isso, em 2011, o Ministério da Saúde ampliou em 163% o quantitativo de vacinas compradas para a hepatite B – 83,2 milhões.


O SUS oferece a vacina para hepatite B para grupos mais vulneráveis, independentes de faixa etária, como gestantes, manicures, pedicures, podólogos, caminhoneiros, bombeiros, policiais civis, militares e rodoviários, doadores de sangue e coletores de lixo domiciliar e hospitalar. A utilização da vacina previne hepatite B, possibilitando eliminá-la como problema de saúde pública.


Em 2009, foram confirmados 14.601 casos da doença, totalizando 94.044 casos acumulados entre 1999 e 2009.  De acordo com critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), a frequência de casos encontrados da hepatite B pode ser considerada baixa no Brasil.


Segundo o Inquérito Nacional de Hepatites Virais, finalizado em 2010,  os dados mostram que, no conjunto das capitais brasileiras e no Distrito Federal, o percentual da população entre 20 a 69 anos que tem ou já teve hepatite (prevalência) foi de 0,6 % para o vírus B. Mais de 26 mil pessoas participaram da pesquisa – 6.468 fizeram teste para hepatite A e 19.634 realizaram exames para detectar os vírus B e C. Como a população residente no conjunto das capitais representa 23,8% da população total do país – mais de 45 milhões de habitantes - o estudo é um retrato aproximado da prevalência das hepatites virais no Brasil. A estimativa de prevalência a partir do estudo para a população brasileira geral é de 800 mil pelo vírus B.


A Hepatite B é uma infecção do fígado que nem sempre apresenta sintomas e pode tornar-se crônica. Cerca de 70% dos adultos expostos ao vírus da hepatite B não apresentam sintomas. Somente 30% apresentam os sintomas da forma aguda. Dos adultos infectados cerca de 5% a 10% terão hepatite B crônica, daí a importância da extensão da faixa etária dessa vacina no SUS. A transmissão pode ocorrer pela relação sexual desprotegida, pelo compartilhamento de objetos contaminados como: lâminas de barbear e de depilar, escovas de dente, alicates de unha, materiais para colocação de piercing e tatuagens, instrumentos para uso de drogas, acidentes com exposição a material biológico e procedimentos cirúrgicos, odontológicos e de hemodiálise, em que não se aplicam as normas adequadas de biossegurança.  

Da Agência Saúde/MS
Post: Ivanildo Santos

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

MS aprova 35 projetos da PB contra dengue; será liberado um adicional de R$ 1,5 milhão

Imagem divulgação da web
O Ministério da Saúde aprovou 35 projetos municipais contra dengue, que garantirão a Paraíba um adicional de R$ 1,5 milhão para combater a doença. No país, 1.159 cidades foram selecionadas. A medida permitirá que os municípios recebam 20% a mais do que os repasses regulares do Teto de Vigilância e Promoção à Saúde. Ao todo, serão R$ 92,8 milhões adicionais. Os planos incluem a qualificação das ações de prevenção e controle da doença.

Esses recursos correspondem a um acréscimo de 20% do Piso Fixo de Vigilância e Promoção à Saúde que já é repassado rotineiramente para os municípios. Os recursos serão transferidos do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos do Distrito Federal e Municipais de Saúde. Para receber este aumento no Piso da Vigilância os municípios selecionados apresentaram um Plano de Contingência para a Dengue para atuação em 2012, formalmente elaborado, envolvendo os meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho, agosto e setembro.  Para a elaboração desse documento, a Secretaria de Estado da Saúde visitou e fez reuniões com esses municípios prestando assessoramento técnico.

Para a gerente Executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Júlia Vaz, a decisão do Ministério da Saúde em aprovar os projetos e, consequentemente, liberar os recursos financeiros é mais uma vitória do Estado nas ações de controle e prevenção da dengue. “Isso é muito importante, pois a partir de agora, com esse recurso adicional, o município poderá trabalhar e executar as suas ações de campo e por meio de material publicitário e com certeza esse trabalho terá um impacto positivo na prevenção e controle da doença”, afirmou Júlia Vaz.  Ela explicou que agora o papel do Estado é monitorar esses municípios para saber se realmente eles estarão cumprindo o que foi assinado no Termo de Compromisso.

Os valores obedecem ao que foi estabelecido pela Portaria nº 2.557/2011, que aprova as diretrizes para execução e financiamento destas ações. A portaria se junta a outras nove publicadas em dezembro: 2.929, 2.987,publicadas nos dias 12 e 15, respectivamente; 3.019 e 3.022, publicadas no dia 22 de dezembro e as portarias 3.207, 3.210, 3.211 e 3.212 publicadas na última sexta-feira (30).

Até o final de novembro, foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue em todo o país. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 25%. De janeiro a novembro de 2010, foram registrados 985.720 casos suspeitos da doença. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste também registraram diminuição nos casos de dengue: A maior redução – de 77% – foi registrada na Região Centro-Oeste. Foram 211.695 casos, em 2010, contra 48.524, em 2011.

A dengue possui quatro sorotipos de vírus (DENV 1, DENV 2, DENV 3 E DENV 4). As atividades de vigilância virológica em 2011, destacam o predomínio da circulação do sorotipo DENV 1 no país. Foram constatadas, porém, uma circulação importante dos tipos DENV 2 e DENV 4. Esse cenário, associado às condições ambientais, que permitem a manutenção do mosquito Aedes aegypti, alerta para a possibilidade de persistência da transmissão em níveis elevados do vírus no verão de 2012.

Veja a relação dos municípios paraibanos contemplados com os recursos:

UF Município Valor (R$)

PB Bayeux 75.796,89
PB Bernardino Batista 1.487,12
PB Bom Sucesso 2.426,94
PB Brejo dos Santos 2.705,86
PB Cabedelo 56.230,53
PB Cajazeiras 35.527,18
PB Campina Grande 262.637,17
PB Carrapateira 1.440,00
PB Catolé do Rocha 15.730,46
PB Caturité 2.104,42
PB Conde 19.175,64
PB Cuité 12.528,04
PB Emas 1.532,93
PB Guarabira 30.356,08 (2GRS)
PB João Pessoa 704.735,79
PB Livramento 3.454,40
PB Lucena 11.515,37
PB Maturéia 2.720,98
PB Montadas 2.143,90
PB Monteiro 19.254,97
PB Ouro Velho 1.440,00
PB Parari 1.920,00
PB Patos 59.709,18
PB Piancó 9.749,28
PB Prata 1.832,46
PB Quixabá 1.920,00
PB Riacho dos Cavalos 3.794,53
PB Santa Cruz 3.052,11
PB Santa Rita 137.839,59
PB São José da Lagoa Tapada 3.677,28
PB São José do Sabugi 1.876,88
PB Sertãozinho 2.940,85
PB Sousa 40.947,96
PB Teixeira 6.441,31
PB Zabelê 1.440,00
TOTAL 1.542.086,10


Do Governo da Paraíba Online/MS
Post: Ivanildo Santos

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Gerência da 2ª Regional de Saúde se reúne com imprensa e faz balanço de primeiro ano de ações

Na oportunidade foram entregues cópias do relatório anual de atividades aos jornalistas


O gerente regional Cleonaldo Freire e a sua equipe se reuniu com a imprensa da região na manhã desta quinta-feira (29), onde fez a prestação de contas das atividades executadas pela 2ª Gerência Regional de Saúde (2GRS) durante o primeiro ano de gestão. E ofereceu um café da manhã a todos os repórteres presentes.

Cleonaldo Freire concedeu entrevistas onde fez balanços dos desafios enfrentados pela regional e os resultados obtidos até o momento, além de expor o planejamento para o ano de 2012. Segundo o mesmo, a grande dificuldade enfrentada nas cidades da região se verifica principalmente em problemas nos sistemas municipais de saúde, a exemplo dos PSFs, que não atendem com a qualidade devida, e acabam acarretando fluxo de pacientes desnecessariamente para hospitais da rede estadual, superlotandos.

Porém, Freire ressaltou que grandes conquistas têm sido alcançadas até o momento e inúmeras realizações foram concretizadas como reuniões para discussões e aperfeiçoamento dos serviços prestados, assembleias, cursos, visitas, capacitações, distribuição de materiais e medicamentos, oficinas, conferências, além das inovações em termos de interação com a sociedade através do mundo virtual, como a criação do blog, e-mail, entre outros.

Logo após foram distribuídas cópias do relatório anual das atividades praticadas pela 2GRS durante o ano de 2011.

De acordo com Cleonaldo Freire, ainda há outros projetos para serem implantados, como o Comitê de mortalidade materna, a Rede Cegonhas, Telesaúde, implantação de leitos para dependentes de álcool e drogas nos hospitais regionais, entre muitos outros. A meta prioritária será sempre o usuário do SUS.

Vários integrantes da imprensa se fizeram presentes no café da manhã e pôde compartilhar de momentos de alegria a descontração com alguns funcionários da 2ª Gerência.

Durante o evento foi realizado o sorteio de uma cesta de natal para os profissionais da comunicação, e teve como sorteado o redator do Portal Independente, Marcos Ricardo. Este agradeceu a todos que fazem parte da 2GRS pela atenção dedicada à imprensa, que firmam sempre uma parceria de sucesso.

Da Ascom/Portal Independente