terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ALÍVIO: SES não registra caso de raiva animal este ano na Paraíba

Diferente de outros estados, a Paraíba não registrou nenhum caso de raiva animal este ano na Paraíba. De acordo com o chefe do Núcleo de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Francisco de Assis Azevedo, isso se deve às ações e medidas de controle da doença que o Governo do Estado realiza diariamente. Até o momento, a SES encaminhou 54 amostras – 48 de cães e seis de gatos – para o diagnóstico da raiva, com resultado negativo.


Além das ações locais, o Governo do Estado também participa de campanhas nacionais de vacinação em massa e está sempre atento a qualquer aparecimento de foco da doença. “Caso seja detectado algum caso, automaticamente nós tomamos todas as medidas de contenção e isolamento para evitar que o problema acometa outros animais”, garantiu Assis Azevedo.


Imagem ilustrativa da web
Para a gerente Executiva de Vigilância em Saúde da SES, Júlia Vaz, o fato da Paraíba não ter registrado nenhum caso de raiva animal este ano coloca o Estado em situação privilegiada em relação a outros que são considerados mais desenvolvidos. “É assim que fazemos saúde pública, é com resultados que mostramos o trabalho que realizamos”, destacou.


A doença – A raiva é uma doença infecciosa aguda, de etiologia viral, transmitida ao homem por meio da mordedura, arranhadura, lambedura de mucosas ou pele lesionada por animais raivosos, provocando uma encefalite viral aguda. A transmissão ocorre quando o vírus rábico existente na saliva do animal infectado penetra no organismo.


A doença acomete o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução. É letal em aproximadamente 100% dos casos por ser causada por um vírus mortal tanto para o homem quanto para os animais, e a única forma de evitá-la é pela vacinação anual, que não tem contraindicação.


A raiva apresenta quatro ciclos de transmissão: no ciclo rural, os bovinos, ovinos, caprinos, suínos e equídeos são os principais elementos transmissores da raiva; no ciclo silvestre, as raposas, guaxinins, macacos e roedores têm maior destaque na transmissão da doença; no ciclo aéreo, os morcegos representam o maior perigo; e no ciclo urbano, os principais elementos responsáveis pela manutenção do vírus rábico são os cães e gatos.


Da Secom-GPBOnline
Post: Ivanildo santos

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

INICIATIVA 2012: Saúde Pública é tema da Campanha da Fraternidade

Ministro Alexandre Padilha prestigiou o lançamento do evento promovido Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quarta-feira (22), da cerimônia de abertura da Campanha da Fraternidade de 2012, lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste ano, a campnha tem como tema a “Fraternidade e Saúde Pública “e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”.

Padilha destacou a escolha do tema pela Igreja Católica, ressaltando que a reflexão do assunto durante a quaresma vai provocar o debate entre a sociedade.  “O SUS só é capaz de tomar passos concretos, que enfrente as desigualdades sociais do nosso país, quando o conjunto da sociedade brasileira abraça a ideia de uma saúde com acesso a todos”, ressaltou.

Durante o evento, o ministro citou os avanços na área da saúde pública, lembrando que o Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que assumiu o desafio de ter um sistema universal público e gratuito. “O SUS é hoje a única porta aberta na urgência e emergência para 145 milhões de brasileiros, sendo que uma população bem maior é beneficiada com ações de vigilância sanitária”, ressaltou, destacando como exemplo as campanhas de vacinação, promovidas pelo Ministério da Saúde.

CAMPANHA - O texto da campanha da fraternidade enumera alguns desafios a serem enfrentados pelo sistema, especialmente com relação ao acesso – com a melhoria no atendimento – e o financiamento da saúde.  “São significativos as conquistas verificadas nas últimas décadas na área da saúde pública, como a redução da mortalidade infantil, a erradicação de doenças infecto-parasitárias e o tratamento da aids, que conta com um sistema elogiado internacionalmente”, observou o secretário Geral da CNBB, bispo Leonardo Ulrich Steiner. Ele explicou que, com a campanha da fraternidade a Igreja quer sensibilizar a todos (sociedade e autoridades) sobre os problemas que o setor ainda enfrenta.

Por Mauren Rojahn, da Agência Saúde – ASCOM/MS 
Post: Ivanildo Santos